sábado, 13 de agosto de 2011

Ecovia do Rio Lima


Há uns meses descobrimos em www.ciclovia.com.pt a Ecovia do Rio Lima e pareceu-nos ser o programa perfeito para uma volta de BTT durante as férias de verão cá pelo Norte de Portugal.

Das várias Ecovias que existem nesta zona traçamos um percurso que nos permitisse ir de Viana do Castelo até Ponte da Barca e voltar. Infelizmente ainda não existe uma que ligue completamente Viana do Castelo a Ponte de Lima e por isso tivemos de fazer alguns km por estrada.




Antes das 8:00 apanhámos o comboio que nos levou de Caminha a Viana onde contávamos ter o habitual espaço para transporte das nossas bikes, mas infelizmente neste não existia e lá tivemos de ficar à entrada bastante atravancados.








Pouco tempo depois estávamos em Viana prontos para iniciar uma volta que se esperava longa mas sem grande dificuldade técnica.



Da estação descemos até à zona ribeirinha e apontámos à ponte velha da autoria de Gustave Eifell e que conta já com quase 130 anos!

Do outro lado do Rio esperavam-nos cerca de 10km de estrada antes de conseguirmos apanhar os inicio da Ecovia do Rio Lima.








Fizemos 3km de estrada nacional, apontámos para o interior mais 7km, ainda por estrada, e depois rumámos até à beira-rio.Após este aquecimento, lá encontrámos a placa que nos indicou que tínhamos encontrado a nossa Ecovia.



A primeira parte desta Ecovia era composta por caminhos de terra batida intercalados com estradas de calçada portuguesa. Ou seja, intercalávamos entre caminhos com poeira e buracos, e estradas onde a trepidação dava cabo do corpo todo. Mas como ainda estávamos frescos não se sofria ainda muito.



Nesta fase já contávamos estar a pedalar junto à margem do Lima, mas estes trilhos eram ainda um pouco interiores. Por vezes demasiados expostos, outras ladeados por vegetação ou grandes plantações de milho. 
Esta variedade de cenários sempre dava para nos distrair a caminho de Ponte de Lima, onde chegámos ainda cedo e sem grande esforço.

Em Ponte de Lima parámos e tirámos várias fotografias de turista, antes de irmos à procura da segunda parte da nossa Ecovia que nos levaria a Ponte da Barca.



Poucos metros depois demos logo com o trilho e começou a parte mais magnífica deste passeio de BTT.



Os caminhos áridos e expostos ao sol deram lugar a trilhos debaixo de vegetação e latadas de vinha que nos proporcionaram sombra durante grande parte do caminho.



Há medida que nos aproximávamos de Ponte de Barca o trilho também se ia aproximando mais da berma do rio, e esta proximidade trazia dava-nos animo e alguma frescura que nos sabia muito bem.


Algumas destas paisagens eram de paragem obrigatória.







E, se de um lado tínhamos o Lima do outro tínhamos, por vezes, pequenos riachos que nele desaguam.









Nesta zona do percurso variava bastante o cenário que nos rodeava e apareciam algumas clareiras verdes.




Alguns troços eram já feitos de passadiços de madeira.



















Após uma hora e meia alcançamos Ponte da Barca pelas 11:00.
Estava na hora de descansar um pouco e recuperar energia.










Parámos numa esplanada para almoçar e como é óbvio teve de se beber uma imperial bem fresca, pois o  calor já apertava.



Com 45km nas pernas o nosso ar não era o mais fresco, mas sentiamo-nos bem e com força para o regresso.






Comprámos água, pois as nossas reservas já tinham acabado e fizemo-nos novamente à estrada para mais 45km. Era meio-dia e o sol já escaldava se estivéssemos parados e a única solução era começar a pedalar para sentir alguma aragem!













Agora o caminho já conhecíamos bem e a ideia era voltar a rolar e aproveitar a vista.








E assim fomos, sempre a rolar, primeiro em direcção a Ponte de Lima.


























Ao chegar a Ponte de Lima percebemos que devíamos comprar mais água, porque a tarde estava quente e as perdas de líquidos estavam a aumentar progressivamente. com 60km feitos, comecei a sentir algum desgaste físico e aproveitar para comprar magnésio numa farmácia.












Faltava agora o último troço de 30km até Viana do Castelo que sabíamos ser o menos entusiasmante, mas continuava a ter o seu encanto e algumas paisagens muito giras.













Mas aos 70km comecei a sentir o calor, a desidratação e o cansaço. O termómetro marcava 38º, não havia sombra e comecei perder força progressivamente.

Foram 20km bastante penosos, os 10 primeiros em terreno árido e os últimos 10 em estrada onde se sente o calor do alcatrão........





Nos últimos quilómetros já ia tão de rastos que uma simples fuga de um ciclista local se tornou numa tarefa herculeana.



















Mas, depois de 5 horas a pedalar..... atravessámos finalmente a ponte para Viana onde terminaria o nosso passeio de BTT!














Chegados a Viana fomos beber mais água.... muita água e comer um mega gelado enquanto se esperava pelo comboio que nos levaria de volta a Caminha












Apesar de longa, foi uma belíssima volta que nos permitiu conhecer mais alguns locais para nós desconhecidos e, não fosse o forte calor teria sido menos dura.

Das Ecovias que percorremos, sem dúvida que a que liga Ponte de Lima a Ponte da Barca é simplesmente excelente com muito boa qualidade e uma paisagem fabulosa.


De volta a Caminha as nossas Scott e nós já fomos devidamente acondicionados e sentados.


Para quem queira repetir, aqui fica o track!

domingo, 24 de julho de 2011

BTT Arrábida

O percurso da 4ª prova de resistência da Arrábida deixou-nos saudades e voltámos lá. Mas, desta vez, partimos de palmela para fazer o trilhos dos moinhos e no final dar uma volta a este percurso.

Juntando deu esta fantástica volta:



E fomos reviver o famoso Drop!

Aqui podem ver como se desce:



Parece fácil quando é feito por um profissional, mas pode tornar-se complicado...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fotos 4ª Prova de Resistência da Arrábida

Núcleo BTT Vila Fresca já juntou e publicou no seu site as fotos da prova de resistência BTT do passado dia 3 de Julho de 2011 em Vila Fresca de Azeitão.

Estão todas publicadas no aqui no Flickr e com as novas jerseys tornou-se mais fácil encontrar o pessoal do BTT LX

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Fotos Raid BTT Minde 2011 Revista FreeBike

A revista Freebike publicou as suas fotografias do Raid BTT Minde 2011.
O album completo está neste Link,

E aqui estão as nossas:

domingo, 3 de julho de 2011

Rescaldo 4ª PROVA DE RESISTÊNCIA DA ARRÁBIDA

Foi a primeira vez que fomos a uma prova de resistência BTT em circuito fechado e, apesar de termos alguma curiosidade, pensámos que poderia ser um pouco chato percorrer várias vezes o mesmo percurso.
Normalmente todo o percurso é novidade e cada subida, cada descida, cada estrada e cada single são sempre uma novidade....mas aqui o conceito é outro!

Havia uma prova de 2 horas e outra de 4horas, mas nós embarcámos na de 2horas, que estava mais ao nosso nível.


Tínhamos 2 horas para dar voltas a um circuito de 9km, e terminado esse tempo tínhamos uma tolerância de 30 minutos para terminar a volta que estávamos a dar. Não o tipo de coisa que estamos habituados a gerir, mas lá se fez.

Partimos do centro de Vila Fresca de Azeitão com uma pequena volta pela vila e arrancámos rumo ao circuito onde iríamos andar "às voltas"


A primeira volta foi como se de uma normal maratona se tratasse e tudo era novidade, só que agora sabíamos que iríamos voltar a passar por estes mesmos trilhos mais algumas vezes.

O trilho estava muito bem pensado, muitíssimo técnico com uma brutal variedade de dificuldades a superar e todas elas divertidas.

Em apenas 9 Quilómetros tínhamos algumas subidas , com um acumulado de 225 metros por volta, mas nenhuma daquelas longas e infindáveis, porque o esforço de subida ia sendo distribuído ao longo de percurso quase sempre num constante sobe e desce.




















Alguns singles eram bem ao estilo da Arrábida, com rocha e vegetação densa que deixa meio metro para passarmos sempre a arranhar,
Outros, a descer, em terreno aberto e onde se conseguia ganhar uma boa velocidade e, pelo meio, podíamos encontrar lombas para saltar ou até uma subida com mais de um metro que ao longe parecia uma parede!



























Mas também havia uma parede. uma pequena subida que devia ter uns 2 metros e que devia estar no limite da inclinação possível de se superar numa bicicleta de BTT. Era uma daquelas que se sobe na mudança mais leve e, ao mínimo descuido, a roda da frente ia soltar-se e dávamos uma cambalhota para trás.










Numa das zonas corria-se por baixo de um arvoredo, com o trilho relativamente plano e de repente via-se que o trilho acabava e retomava 3 metros à frente. Pelo meio havia uma vala com mais de um metro e meio. Fazia-se a ganhar balanço na descida para se sair disparado na subida.



Mas a grande atracção era o DROP. No briefing tínhamos sido avisados que haveria um "drop" onde teríamos de ter atenção.  Obviamente que não fazíamos ideia do que seria nem se o iríamos reconhecer quando o víssemos, mais ainda, depois de tantos obstáculos que se tinham encontrado pelo caminho até achei que o aviso tivesse sido relativamente a um dos vários buracos por onde já tinha passado. Bem, é certo que numa determinada zona mais aberta, havia uma placa que dizia "DROP" e uma pessoa da organização mesmo ao lado dessa placa que me disse que poderia passar à volta, mas que por aqui era mais rápido. Lá para baixo havia mais duas pessoas a ver. Apesar de todos os sinais, resolvi aproximar-me do Drop, e quando a roda da frente já galgava o bordo da descida é que vi que só se aterrava 2 metros abaixo. E aterrou-se!




Os circuito foi um espectáculo e divertido de fazer. Fica às portas de Lisboa e quero lá voltar 




Obrigado a todos os fotógrafos que lá estiveram e que nos disponibilizaram muitas e boas fotos: